quinta-feira, 14 de maio de 2009

Acabou!!!

O fim de um relacionamento é sempre muito desgastante e triste. Por mais certo que as partes estejam a respeito do fim, é sempre muito doloroso. Afinal foram anos e não dias, apesar do tempo não importar muito. Mas você fica lembrando do começo da relação quando tudo era novidade, aquela empolgação, os bilhetinhos que você recebeu, as noites de sexo desenfreado, a vontade louca de estar sempre com o outro. É... No começo é tudo muito divertido! Durante a relação as crises, os defeitos que não víamos no início começam a aparecer, as inseguranças que você passa a criar na sua cabeça e as que você deixa colocarem nela pelo outro começam a minar suas forças, o sexo começa a ficar pra amanhã, o diálogo a diminuir, ficar junto não é tão importante assim mais. Quando há possibilidade de diálogo e vontade dos dois de fazer a coisa dar certo, ótimo. Mas às vezes já é tarde demais. Às vezes você percebe que não vale a pena e que não há chance de mudanças. É o fim!!!
É quando os defeitos do outro se intensificam, a convivência se torna insuportável, não há mais clima pra conversa, não há mais o que falar, não há mais o que  fazer, a não ser aceitar o fim, tentar não se deprimir, sair às ruas, ver gente, se tiver paciência tentar começar tudo de novo ou escolher simplesmente dar um tempo pra si e ficar só. Pelo menos por uns tempos, até você se achar de novo e pronto pra outra. 

sexta-feira, 3 de abril de 2009


Sem comentários!!!



Soneto de Fidelidade

Vinicius de Moraes


De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.


segunda-feira, 30 de março de 2009


Linda essa letra, maravilhosa a música e diz tão completamente o que eu sinto!... É como se tivesse sido escrita por mim, descrevendo na mais clara exatidão tudo o que eu sinto nesse momento.

Carvão
Ana Carolina


Surgiu como um clarão
Um raio me cortando a escuridão
E veio me puxando pela mão
Por onde não imaginei seguir
Me fez sentir tão bem, como ninguém
E eu fui me enganando sem sentir
E fui abrindo portas sem sair
Sonhando às cegas, sem dormir
Não sei quem é você

O amor em seu carvão
Foi me queimando em brasa num colchão
E me partiu em tantas pelo chão
Me colocou diante de um leão
O amor me consumiu, depois sumiu
E eu até perguntei, mas ninguém viu
E fui fechando o rosto sem sentir
E mesmo atenta, sem me distrair
Não sei quem é você

No espelho da ilusão
Se retocou pra outra traição
Tentou abrir as flores do perdão
Mas bati minha raiva no portão
E não mais me procure sem razão
Me deixa aqui e solta a minha mão
Eu fui fechando o tempo, sem chover
Fui fechando os meus olhos, pra esquecer
Quem é você?
Quem é você?
Quem é você?
Você...

domingo, 29 de março de 2009


Relacionamento Sem Sexo ou Sexo Sem Relacionamento?

Talvez devesse usar "e" e não "ou"entre os dois já que uma coisa leva a outra, mas essa pergunta me faz pensar já há algum tempo. Um relacionamento sem sexo, entre um casal que já viveu 40, 50 ou mais anos de casado pode parecer natural para alguns, mas o que dizer de um casal que está ha 4 anos num relacionamento, os dois são jovens e cheios de tesão? Quando os dois já não tem o mesmo gás de antes e entram em comum acordo, ótimo. Mas quando só um deles perdeu o interesse, como se sente a outra pessoa? Como fica a relação nesse caso? Certamente haverá cobranças da parte mais interessada, haverá conflitos entre o casal, a parte menos interessada vai se estressar e sentir acuada, cobrada, sem vontade até de voltar pra casa e sentir o peso daquela relação que pra ele nao existe mais. Talvez a parte desinteressada não queira ou não tenha culhão para terminar a relação devido a outros interesses ou simplesmente porque goste da outra pessoa e não queira magoá-la. Seja lá o motivo que for, a outra parte se sentirá diminuída, com baixa estima e se fazendo milhões de perguntas tais como: Ele nao me deseja mais? Será que ele tem outra pessoa? O que eu fiz para que ele perdesse o interesse por mim? Por que ele não me dá atenção? Por que ele fica até altas horas em frente ao computador enquanto eu estou no quarto me ardendo de tesão e esperando colocar um fim naquele intervalo de 6 meses sem carinho, sem sexo, sem amor? Entre outras. Muitas pessoas passam por isso todos os dias e, acredite, não é fácil.

Nesse caso, se não há consenso entre o casal e o assunto é proibido de ser abordado por que a pessoa desinteressada não quer ouvir falar e a pessoa interessada não se faz ouvir para que o conflito não aumente, entra aí o Sexo Sem Relacionamento.
Para alguns soa como uma maravilha porque não há cobranças ( só de dinheiro, talvez ). Não se discute a relação. ( quer coisa mais chata? ) Trata-se o sexo, goza-se, se for o caso paga-se e pronto. Ninguém se machuca, cada um segue o seu caminho, marca-se para uma próxima e os dois se satisfazem. Se você não vê problema algum quanto a isso, ( e eu me incluo nesse rol de pessoas ) ótimo. Agora, se ao contrário, isso é um problema pra você, trate de resolver aquele outro problema maior que você tem, converse, se exponha ao outro, seja franco, não se preocupe se a relação acabar ( ela ja não existe mais mesmo a não ser só na sua cabeça ), pense em você e trate de ser feliz.

Respondendo a pergunta título, sem sombra de dúvidas minha resposta é SEXO SEM RELACIONAMENTO.

Até mais.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009


"Depois de todas as tempestades e naufrágios, o que fica em mim é cada vez mais essencial e verdadeiro." Caio Fernando Abreu

Essenciais e verdadeiros são também esses cabelos grisalhos e as rugas de expressão. 

Tempo, tempo, tempo...

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009


Há dias que começam assim, sem cor, sem espetáculos e introduções grandiosas. E quando assim nascem brotam-se perguntas que nao queremos nos fazer mas que são deliciosamente dolorosas e impiedosamente necessárias. Nesses dias cinzas-concreto, alguns nascem para a vida pois acham as respostas, outros morrem pra ela por não se acharem.