terça-feira, 23 de agosto de 2011

Gestor x Líder


Olá,
Divido com vocês uma matéria muito interessante publicada no site UOL sobre a arte de liderar uma equipe.
Aproveitem!

Liderar uma equipe nem sempre é tarefa das mais simples. Lidar com os próprios conflitos já dá um bom trabalho. Mas o que fazer para administrar, ainda, os problemas e interesses de um grupo no ambiente profissional? O chefe precisa manobrar muitas questões: ser equilibrado –para não ser rabugento ou condescendente demais– , perceber quando as pessoas estão estimuladas ou não e alinhar funcionários aos objetivos da empresa são algumas das tarefas.
"Liderar significa cuidar de pessoas e desenvolvê-las”, afirma Marco Fabossi, coach, palestrante e escritor. Ele diferencia o papel de gestor do de líder. O primeiro se concentra nos números, nos resultados. O segundo pensa na satisfação e bem-estar de um grupo para alcançar objetivos.
A roda de trás de uma bicicleta é a que impulsiona. É necessária porque o negócio precisa ir para a frente, precisa de resultados. Ela é o gestor. Já a roda da frente é a que dá equilíbrio e direção. É o líder. A combinação das duas coisas é que faz com que o negócio atinja seus objetivos.
Marco Fabossi
Coach, palestrante e escritor
Existe o gestor que não é líder e o líder que não gestor. Mas uma coisa não funciona sem a outra. "O gestor que é líder não enxerga pessoas como números, mas como potencial”, diz Fabossi. "O gestor tem subordinados e o líder tem seguidores."
Entre outras habilidades, resolver conflitos e buscar soluções que mantenham as relações equilibradas e harmoniosas é fundamental. "Isso acontece através da negociação, do diálogo. Dessa forma, fica mais fácil identificar a origem, a natureza e a amplitude dos problemas. O líder precisa ter essa sensibilidade", afirma Arnaldo Mazzei Nogueira, escritor, coordenador da área de Relações do Trabalho e Recursos Humanos da FEA-USP e professor titular da FEA-PUC.
Saber ouvir é mais importante do que saber falar. "É fundamental", diz o coach Fabossi. "O bom líder consegue extrair o melhor de cada colaborador, dando autonomia para que tenham suas próprias ideias e liberdade de ação", explica Daniela Correa, consultora de Recursos Humanos da Catho Online. Ela aconselha a prestar atenção em todos os funcionários: os que demonstram desinteresse e os dedicados. Com isso, você fará ajustes de acordo com a necessidade e as características da equipe e da empresa.

Para ser um bom líder
O que evitar

Veja atitudes que não combinam com uma boa liderança:
Contradição: o discurso combina com as atitudes? Se você pede uma coisa, mas não age de acordo com as suas orientações, não espere que suas exigências sejam atendidas ou que a equipe lhe respeite. Dê o exemplo;
Autoritarismo: cuidado para não ser aquele chefe que cobra, humilha, reclama, mas não aponta soluções e sequer escuta as sugestões dos funcionários;
Paternalismo: evite proteger funcionários. Também procure não ser tolerante demais, com medo de se indispor com as pessoas;
Inflexibilidade: seja maleável. Procure entender seus colaboradores e suas necessidades. Não trate a todos da mesma maneira, como se cada um não tivesse suas particularidades;
Não dá retorno: o líder que não acompanha seus colaboradores e não reconhece seus talentos é um líder ruim. Cuidado para não preocupar-se mais com os processos do que com as pessoas;
Desorganização: um líder deve cumprir prazos, responder e-mails, lembrar do que fala e solicita aos seus subordinados;
Centralização: aprenda a delegar e dar autonomia aos membros da equipe. Perca a mania de achar que você faria melhor ou mais rapidamente;
Conflitos: um cargo de liderança exige que você saiba resolver choques e diferenças entre as pessoas que trabalham com você.

Mantenha a motivação

Segredos para manter a equipe motivada:
Esteja atento aos seus funcionários para saber se eles estão satisfeitos ou não. Pessoas satisfeitas trabalham melhor, produzem mais e convivem harmoniosamente com os colegas;
Converse periodicamente com a sua equipe, elogiando o que foi bom e orientando sobre que pode ser melhorado. Os "feedbacks" devem dar abertura aos colaboradores para que deem a sua opinião sobre o trabalho;
Faça uma pesquisa entre os funcionários para que eles digam com o que estão satisfeitos e o que acham que poderia ser diferente. Em algumas empresas, é possível colocar uma urna para depoimentos anônimos;
Acompanhe o trabalho da sua equipe de perto. É importante que as pessoas percebam que o trabalho delas está sendo visto e avaliado;
Fique atento a detalhes que denunciem a insatisfação as pessoas: faltas e atrasos frequentes, baixa produtividade, falta de participação de atividades em grupo, comentários negativos com outros colaboradores etc.

Nenhum comentário:

Postar um comentário